Uma coisa é certa: todo o ouvinte tem a curiosidade de saber como é o seu apresentador favorito, aquele que diariamente ele escuta em casa, no carro, no trabalho ou caminhando por ai…. Será alto ou baixo? Gordo ou magro? Branco ou negro? E existe também o outro lado, os apresentadores, que querem saber quem é o seu ouvinte, quem é aquele que lhe manda e-mail, torpedo, telefona?
E durante a Feira do Livro de Porto Alegre, ambos têm a oportunidade de matar essa curiosidade e ficarem mais próximos um do outro. Os grupos de comunicação aproveitam a feira para montarem estandes, transformados em estúdios que transmitem direto da praça durante o evento. São vários programas, de diferentes gêneros, gerados direto da Praça da Alfândega na capital.
Os Grupos RBS, Bandeirantes, Record e Rede Pampa marcaram presença diariamente na 54ª Feira do Livro de Porto Alegre, que encerrou no último domingo. Na última sexta-feira, a BAND AM 640 transmitiu 8h30 ininterruptas direto da praça, começando as 7h30 da manhã, em uma ação que envolveu mais de 20 apresentadores, comentaristas, produtores, repórteres e equipe técnica. Além das transmissões, uma webcam foi instalada no estúdio montado na praça e transmitia as imagens geradas na casa para o site da emissora. (www.bandrs.com.br)
Na Rádio Guaíba, AM 720, durante todo o período da Feira do Livro foram realizadas mais de cem entrevistas no estande montado na praça. Cerca de cinco horas diárias eram geradas da Feira, totalizando cerca de 60 horas durante os 11 dias do evento. Na emissora do Grupo Record, trabalhavam diariamente cerca de 30 pessoas, somente na praça. Os programas também era transmitidos via internet pelo site www.radioguaiba.com.br
Além disso, a Feira do Livro e a Rádio Guaíba proporcionam uma oportunidade única aos estudantes de jornalismo, é a Oficina de Radiojornalismo da Guaíba/Record. Nela os estudantes vivenciam o dia-a-dia de um repórter de rádio, com a mesma carga horária, visitas e produção de boletins, veiculados em um programa da rádio no ultimo dia oficina.
- Coordenar as Oficinas é maravilhoso. Eu aprendo muito com os alunos, vibro com as conquistas deles, fico triste quando algo não sai exatamente como se imaginou e me emociono muito também. – destaca a jornalista e coordenadora da oficina, Sinara Félix.

Estudantes de Jornalismo participando do programa Guaíba Revista, onde seus boletins foram veiculados
- Foi uma experiência inigualável… uma semana de oficina vale mais que um semestre da faculdade! – Essa é a opinião dos oficineiros Iuri Ramos, Denise Dambros e Wiliam Manske.
- Eu sei das dificuldades da profissão, de como é complicada nossa luta diária na busca da informação correta, dos obstáculos que temos que enfrentar. Por outro lado, quando eu vejo jovens como tu, cheios de vida, com vontade de fazer diferente, com brilho no olhar, mesmo quando tudo dá errado… então eu me fortaleço e percebo que a vida vale à pena mesmo. Em relação à proximidade com o ouvinte, isso é fantástico. O retorno sempre é excelente quando a gente sai do estúdio. Não tem preço que pague essa troca de energia. – completa Sinara, que coordena as oficinas desde 2005.
Além dos estudantes, os ouvintes também ficam fascinados com essa proximidade.
- Já pude ver o pessoal da Band, mas na do ano passado, quando tirei fotos com o Darci, o Marcão e o Belmonte. – conta Eduardo de Oliveira César, ouvinte da BAND 640.
Os apresentadores também ficam satisfeitos com essa proximidade e afirmam que os estúdios de rádio deveriam ir mais às ruas, e não só durante a Feira do Livro.
- Os ouvintes passam olham, escutam, abanam e apenas uma pequena parcela entra para conversar e interagir. Tento retribuir da melhor forma. Parando, conversando, trocando idéias… Me lembro sempre da minha situação de ouvinte quando encontrava os apresentadores que ouvia e eles investiam o tempo deles em um bate-papo. – salienta Felipe Vieira, apresentador das rádios Band AM e Band News FM.
- Levar a rádio “para a rua” é aproximar o veículo do seu público. Como rádio é apenas som e não imagem, é como se a gente desse “cara” para os apresentadores, comentaristas, repórteres, etc. O clima também é outro. Geralmente, mais festivo em eventos como a Feira do Livro. – destaca Guilherme Baumhardt, Editor Chefe da Band News FM.
- É legal ter o contato direto do ouvinte. Muitos que passam a me conhecer pessoalmente brincam “achei que vc fosse mais velho”…Através de uma conversa rápida se tem uma boa noção do que o ouvinte pensa sobre o programa e contribui bastante. Fico um pouco envergonhado com o assédio, mas acho legal. – afirma Daniel Oliveira, narrador e apresentador da Band AM 640.
Apesar de toda a interatividade existente no rádio atual, como torpedo, e-mails, orkut e telefone, nada subistitui uma experiência igual a essa, ficar bem perto de quem você ouve todo dia no rádio, e a Feira do Livro também proporciona essa experiência única para os ouvintes.


faltou colocar que o meu boletim ganhou o premio destaque da Guaíba…
chique, neh..
estou me achando..
bjoos
Muito Boa a matéria com enfoque ao contato do ouvinte interessante… Parabéns Sageba!
Sucesso!!
Nilton Fernando
Roberto,
Muito bom. Também concordo que esse tipo de experiência é único, pois o (futuro) jornalista vive muita coisa em pouco tempo, tudo no mesmo lugar. Uma das minhas primeiras coberturas fotojornalísticas foi como estudante, na Feira do Livro. Só faltou mencionar que a Rádio da Universidade também continua com seu estande, com programa diário ao vivo de 2 horas sobre livros e a feira, isso há uns 20 anos, eu acho, antes de muitas outras emissoras ocuparem esse espaço. Só que, claro, sem verba nenhuma e num local “discreto”, atrás de uma fileira de barracas, que é mais em conta…
Abraço,
André